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Depois da frustração por ter falhado a oportunidade de assistir ao desafio entre Norwich e Arsenal (os bilhetes esgotaram poucas horas depois de terem sido colocados à venda para sócios), estava determinado a não permitir que o mesmo acontecesse no encontro entre Norwich e Chelsea.
Assim, depois de uma boa meia hora em frente a um computador fixado numa página onde só se lia "loading..." lá consegui comprar o precioso bilhete, quase um mês antes da data marcada para o jogo!
E foi numa tarde fria e chuvosa que uma das surpresas da temporada, o Norwich City, recebeu uma das desilusões da época, o Chelsea.


O jogo era aguardado com muita expectativa em Carrow Road e foi recebido com casa cheia! Os Canaries, em alta, vinham de uma série de três jogos sem perder, com duas vitórias consecutivas conquistadas no terreno dos rivais diretos pela manutenção (Q. P. R. e W.B.A.). O Chelsea ainda recuperava da derrota sofrida em casa frente ao Aston Villa, mas nas últimas jornadas duas vitórias sofridas frente a Wolves e Sunderland devolviam a Villas Boas a esperança do título. 
No onze titular dos Blues alinharam quatro jogadores que já passaram pelo campeonato português. Ramires no miolo ao lado de Frank Lampard; Raúl Meireles mais recuado no apoio ao quarteto defensivo que contava com José Bosingwa e David Luiz. O central brasileiro já conta com novo rival pelo lugar, mas Villas Boas optou por deixar de fora Gary Cahill, que viu o jogo da bancada.

Entrou melhor o Chelsea, como seria de esperar, mais dominante, e com maior percentagem de posse de bola; mas o Norwich não hesitava na hora de contra-atacar e dispôs de algumas oportunidades com o possante avançado Grant Holt em destaque.
A primeira oportunidade clara de golo pertenceu ao Chelsea, ainda na primeira parte, Torres isolado atirou para grande defesa de John Ruddy.
O avançado espanhol foi mesmo um dos principais alvos dos cânticos dos adeptos dos Canaries. "What a waste of money" ("Que desperdício de dinheiro"), ou "We wouldn't trade Holt for Torres" ("Não trocaríamos Holt por Torres") foram ouvidos vezes sem conta. O outro dos visados foi John Terry, dada a sua polémica vida privada e o mais recente caso de suspeita de racismo com Anton Ferdinand.

A segunda parte não trouxe nada de novo, com o Chelsea sempre mais dominante, a aumentar a pressão com o aproximar do final, mas sem grandes ideias para ultrapassar a teia defensiva do Norwich e um grande John Ruddy na baliza dos Canaries. A melhor ocasião do encontro foi desperdiçada pelo desinspirado Fernando Torres (já lá vão 55h sem marcar um golo), que na zona da pequena área, sem grande oposição atirou ao lado. O avançado em mais uma tarde para esquecer foi substituído pouco depois.


A divisão de pontos premeia a capacidade defensiva do Norwich e penaliza a apatia e desinspiração do ataque do Chelsea. O facto de se tratar do primeiro jogo esta temporada em que os Canaries não sofreram um golo (a Clean Sheet, ou Folha Limpa) é revelador disso mesmo.
Após o encontro, o próprio Villas Boas reconheceu que o título está praticamente fora do alcance; enquanto Paul Lambert rejubilava com a atitude da sua equipa. Só uma hecatombe impedirá o Norwich de marcar presença na Premier League na próxima época.


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